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sexta-feira, 21 de julho de 2017

QUEM É O CULPADO?

Afinal de contas, quem é o culpado pelo mau futebol apresentado pelo Flamengo?

A diretoria não é, pois montou um elenco que pode ser considerado o melhor do Brasil. Investimento não faltou.

Basta ver pelo "time reserva". Esse time seria titular com qualquer camisa de qualquer clube.

Depois do empate com o Palmeiras, a torcida, irada, pedia a saída do Zé Ricardo.

Realmente, o Zé Ricardo não conseguiu ainda montar um esquema tático, apesar de tantas ótimas opções que têm nas mãos.

Mas, vale lembrar, que o Zé Ricardo não entra em campo.

Foi o Zé Ricardo o culpado pelo empate diante dos porcalhões?

Ou foi o Diego, que cobrou muito mal aquele pênalti que nos daria a vitória?

A mesma torcida que pediu a saída do técnico, ainda gritou o nome do jogador que perdeu o pênalti.

Incoerência total!

Repetindo, o Zé não conseguiu dar um padrão de jogo, mas o time, na base do talento individual, tem conseguido compensar e criar muitas situações de gols.

E o que acontece na hora da finalização? Os gols são bisonhamente perdidos.

Com esse elenco, quarto lugar é pouco para o Flamengo. Não pode ser considerado boa posição.

Os números são bons?

Só tivemos duas derrotas!

Melhor que isso, só o Corinthians, invicto.

O Flamengo foi o time que mais empatou. Sete vezes.

Tem apenas seis vitórias. Mesmo número de vitórias que Botafogo (7º colocado), Cruzeiro (8º) e Vasco (10º).

Sport Recife (5º) e Palmeiras (6º), estão com sete vitórias.

Então, são vários os motivos para não estarmos tão bem colocados na tabela.

A culpa precisa ser dividida entre o Zé Ricardo e os jogadores que perdem tantos gols.

Portanto, galera, vamos cobrar de todos e não atirar pedras apenas em um.

Futebol é equipe.

A frase é velha: "A vitória é de todos e a derrota também".

quinta-feira, 20 de julho de 2017

JÁ PASSOU DA HORA DE ENTRAR NOS TRILHOS

Flamengo e Palmeiras empataram, na Ilha do Urubu, em 2 x 2.

Resultado normal?

Seria, se o Flamengo não estivesse há três jogos sem vencer, exatamente contra adversários diretos ao título: Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras.

Seria, se o Diego não tivesse desperdiçado aquele pênalti. Como ele cobra um pênalti só olhando para a bola? Claramente, o goleiro deu todas as mostras de que iria cair no canto esquerdo. Bem antes do Diego chutar o goleiro já tinha escolhido o canto.

Seria, se o Zé Ricardo não fizesse sempre as mesmas substituições dos últimos três jogos, na base do desespero, deixando o time mais desarrumado ainda em campo.

Seria, se o time do Palmeiras fosse uma maravilha. Não é. É uma boa equipe, mas está tão desorganizada em campo quanto o Fla.

Já está na hora do Zé Ricardo acertar este time. Já são quinze rodadas e o Flamengo parece um bando em campo. Não tem jogadas armadas, perde gols fáceis e leva outros ridículos, onde nossa lenta defesa perde na corrida para os atacantes adversários.

Caramujo? Fora!

Réver? Bom no alto, mas lento demais. Precisa melhorar o preparo físico para ser mais rápido.

Rafael Vaz? Muito irregular.

Diego pega a bola e fica procurando para quem passar. Isso dá tempo para ele ser desarmado. Caiu de produção porque o time está uma zona.

Éverton Ribeiro está mandando bem, até a hora que cansa. Não está aguentando o ritmo de tantos jogos em sequência. Precisa de um trabalho físico específico.

Acho que o Zé Ricardo tem condições de armar um grande time com esses jogadores, pois fez melhor com um elenco relativamente fraco que tínhamos no ano passado. Relativamente fraco, se compararmos com o que temos hoje.

O presidente Eduardo Bandeira de Melo é contra a saída do técnico.

Eu também sou, mas, até o final do primeiro turno, ou o Flamengo passa a jogar bem ou está na hora de nosso treinador dar lugar a outro.

Afinal de contas, o Zé conta com um ótimo material humano para trabalhar. Não tem mais desculpas.

Qualquer coisa, partimos, mais uma vez, para a solução caseira: Jaime de Almeida.

Tem algum técnico bom no mercado solto por aí?

Tirar um técnico de outro time vai custar caro e quem garante que dará resultado?

O Flamengo tem obrigação de lutar pelo título brasileiro este ano. Na pior das hipóteses, ficar entre os três primeiros.

Estamos em quarto e podemos cair para o quinto lugar. Basta o Botafogo ganhar do Atlético Paranaense.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

ORGANIZAÇÃO x DESORGANIZAÇÃO

Primeira derrota do Flamengo, na Ilha do Urubu.

O Grêmio ganhou por 1 x 0, mesmo mostrando, desde o início, que vinha em busca de um empatezinho.

Mas, surgiu a chance do gol, numa moleza que a defesa do Fla deu e eles aproveitaram, é claro.

Depois disso, o Flamengo partiu pra cima. 

Como sempre perdeu alguns gols, faltou sorte em outros lances, mas, no geral, o que se viu foi um time desorganizado.

Enquanto isso, a organização dos gremistas chega a irritar.

Como são disciplinados e concentrados!

Quem dera o Mengão fosse assim...

O Flamengo tem um ótimo elenco, cheio de grandes valores individuais (menos Márcio Caramujo e Leandro Caminhão).

E é isso que eu não entendo. Nem eu e nem a Nação.

Como podem tantos jogadores bons de bola não formarem uma equipe eficiente de verdade?

Não se iludam, pois não estamos tão bem na tabela. E poderíamos estar.

Os pontos que deixamos de conquistar são diretamente proporcionais aos gols que perdemos. 

E dá-lhe cruzamentos!

E dá-lhe passes errados!

O time se esforçou? Sim.

Os jogadores rubro-negros demonstraram vontade? Sim.

Mas a desorganização dentro de campo foi total.

Zé Ricardo tem conseguido bons resultados graças exatamente aos craques que tem nas mãos.

São eles que vêm resolvendo, quando a coisa aperta.

Tudo na individualidade, no lampejo.

Mas, nem sempre dá para contar com isso.

Conclusão: caímos para a quarta posição e os Gambás nadam de braçada.

Outra conclusão: como Guerrero faz falta ao Flamengo.

Leandro Caminhão é um peladeiro enganador.

O Caramujo nem sabia onde estava a bola, na hora do gol do Luan. Foi o maior culpado neste lance.

E, no domingo, ainda temos que encarar a pedreira do Cruzeiro, no Mineirão.

Espero que São Judas Tadeu esteja de plantão...

segunda-feira, 10 de julho de 2017

FOI POUCO

Ganhar do Vasco, em São Januário, por 1 x 0, sábado passado, foi pouco.

Os portugas deveriam ter agradecido ao Flamengo por ter perdido de pouco, tal é a diferença entre as duas equipes.

O Vasco, vamos admitir, soube jogar como um time pequeno, bem fechadinho, e conseguiu neutralizar em parte nossas jogadas de ataque. E o goleiro deles foi salvador.

Continuo batendo na tecla de que está faltando ao Fla treinar mais as finalizações.

Diego, Éverton, Éverton Ribeiro e Guerrero, jogaram muito mesmo!

O time todo foi bem, apesar de algumas poucas pisadas na bola do Márcio Caramujo.

A se destacar a atuação do garoto Léo Duarte. Entrou no lugar do Rhodolfo, que se machucou, e se impôs ao ataque vascaíno. Léo mostrou ter personalidade.

Não vou nem comentar a vergonha da torcida do Vasco ao final do jogo.

Nesta quinta-feira, uma vitória sobre o Grêmio irá nos consolidar na segunda colocação.

Vencer, mais uma vez, é obrigação.

Só assim poderemos nos aproximar dos Gambás, que vão começar a perder a qualquer momento.

Na quarta-feira, somos todos palmeirenses!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

SÓ JOGAM QUANDO QUEREM?

O jogo de ontem, diante do Palestino, do Chile, mostrou que, apesar dos altos salários em dia, os jogadores do Flamengo precisam de "estímulo", só jogam quando querem.

O Zé Ricardo escalou um time chamado de "alternativo", mas que, pela qualidade de seus atletas, pode bater de frente com qualquer equipe do Brasieilrão.

Agora eu pergunto.

O que foi aquela atuação ridícula, no primeiro tempo, que acabou sem gols?

Uma grande pelada!

O Flamengo estava despacito demais!

Só quem lutava era o Éverton e o Zé Ricardo, se esgoelando na beira do campo.

O Flamengo cruzou mais de vinte bolas na área do adversário (única jogada que temos) e o tal do Leandro Damião cabeceava fraco, o Arão errava o alvo e por aí foi.

Depois que, no primeiro minuto do segundo tempo, o Réver fez aquele gol sem querer, pensei que o Flamengo ia partir pra cima.

Nada disso, precisaram levar uma virada do Palestino para decidirem jogar bola.

Esse Palestino não jogaria nem a Série D do Brasileiro, de tão ruim que é.

Aí, como eu ia falando, depois da virada chilena, o pessoal decidiu que era hora de jogar bola.

Sem muito esforço, ganhamos por 5 x 2 e poderia ser de mais, se a seriedade estivesse em campo de verdade.

Levaram a sério, mas nem tanto, né?

Tem que acabar com esse negócio de jogar quando quer.

Se o adversário é fraco, mata logo!

Só os "reservas" do Flamengo não querem mostrar serviço quando são escalados.

Brincadeira, né?

É a chance de mostrar serviço e, quem sabe, ganhar uma vaga entre os titulares.

Bem, contra o timeco do Vasco, no sábado, espero que a coisa mude e que a vitória venha sem grandes dificuldades.

Do outro lado só teremos uma camisa, pois time, que é bom mesmo, o Vasco não tem.

Pelo menos para encarar o Flamengo atual.

Mas, repito, sendo chato de novo, se não jogarmos sério e com raça, os portugas podem nos causar uma surpresa.

Sangue nas veias, porque isso aqui é Flamengo!

terça-feira, 27 de junho de 2017

QUEREMOS UMA ORQUESTRA

O Flamengo vem pecando demais nas finalizações e na falta de jogadas armadas.

Contra o Bahia, por exemplo, ganhamos o jogo, por 1 x 0, mas não jogamos bem.

Na goleada, por 5 x 1, que o Flamengo aplicou em cima da Chapecoense, Guerrero fez três gols, na base da raça, do "bumba meu boi", mas perdeu outros dois feitos. 

Só ganhamos este jogo porque Guerrero e Diego fizeram a diferença, mas o Fla não tinha esquema tático.

Só sabem fazer cruzamentos? 

De que adianta você ter uma orquestra, com alguns dos melhores músicos do mundo, se esta orquestra não tem repertório e, ainda por cima, meia dúzia destes músicos erram sempre, desafinam?

Esse é o Flamengo.

Tem um tremendo elenco, mas não tem repertório de jogadas.

Dependemos de cruzamentos e mais cruzamentos sobre a área ou de jogadas individuais de nossos craques.

Não parece um time.

O nosso maestro, o Zé Ricardo, tem um material humano que há muito tempo o Flamengo não tinha.

Então, cabe a ele criar o repertório e exigir, impor aos jogadores, que cumpram suas determinações.

Não vamos aceitar sapatinho alto.

Com o elenco que temos, dá para brigar fácil pela conquista do Brasileirão, com certeza.

O que precisamos é que William Arão volte a jogar bola, que o Muralha volte a ser o goleiro que era, que o Rafael Vaz seja mais sério e não vacile tanto...

E o Márcio Araújo? Pensaram que esqueci? Manda ele pra outro clube, de graça. E olha que de graça é caro, já que ele recebe um bom salário.

Esse Caramujo erra passes dos mais fáceis. De que adianta roubar a bola (nem sempre rouba) e dar um toquinho pra trás ou devolver para o adversário?

A dupla de volantes tem que ser Cuellar e Arão.

E a garotada precisa ser mais aproveitada. Tem que dar quilometragem pra eles.

Nesta quarta-feira temos um embate contra o Santos, pela Copa do Brasil.

Vamos ver se a coisa começa a melhorar.

Como está, fica complicado aturar.

Queremos uma orquestra e não uma bandinha desafinada de inauguração de loja do interior.

domingo, 4 de junho de 2017

EMPATE INJUSTO

Antigamente, no jornal O Globo, o cartunista Otelo tinha uma página de humor esportivo e sempre colocava o "placar moral" das partidas, dentro do que ele acreditava que seria o mais justo para os jogos que havia assistido ou ouvido pelo rádio.

Nunca o Flamengo perdeu. Mesmo derrotado, o gozador rubro-negro Otelo, colocava o placar moral com vitória do Mengão.

O empate sem gols, entre Flamengo e Botafogo, neste domingo, em Volta Redonda, foi injusto.

Se formos levar em consideração as chances reais de gols perdidos pelas duas equipes, o "placar moral" seria 5 x 2 para o Flamengo. E não estou fazendo piada, dando uma de Otelo. Nem tenho competência para isso.

De cara, gostei do Zé Ricardo ter barrado o Rafael Vaz e colocado o velho Juan, que acabou dando mais segurança à nossa defesa, que ainda considero fraca.

Os primeiros sessenta minutos de jogo foram bem disputados, apesar do calor, mas houve um certo equilíbrio entre Fla e Bota.

Cada um dos times perdeu uma chance de gol.

Porém, caro compatriota da Nação, as coisas começaram a mudar (e muito) a partir dos 15 minutos do segundo tempo.

O Flamengo vinha jogando com um homem a menos, desde o início do jogo, já que o Ederson, que até hoje, não disse o que veio fazer por aqui, nada fazia.

Parece até coisa de empresário amigo de diretor, que conseguiu colocar o cara em um time, só na camaradagem e com um bom salário, é claro. E nem estou levando em consideração o tempão que esse Ederson ficou machucado. Nunca o vi jogando nadinha. Se estou errado, me avisem, por favor.

Parece até o caso daquele inesquecível "craque" Carlos Eduardo. Lembra deste traste? Se não lembrava mais, me desculpe por fazer essa maldade.

É o tal negócio, a gente já atura o Caramujo, que desarma daqui, desarma dali e falha de montão na hora do passe, entregando a bola no pé adversário. E ainda tem que aturar o Ederson?

Pois bem, voltando ao que é bom, o mala do Ederson saiu e entrou o Diego, quase dois meses sem pisar em campo. Mesmo assim, fora de ritmo, não é que o cara já mudou a forma do Flamengo jogar?

Cinco minutos depois do Diego, entrou o menino Vinícius Júnior, que colocou fogo no jogo.

Vinícius Júnior lamenta a bola que acertou o travessão

Com Diego na armação e Vinícius Júnior partindo pra cima da apavorada defesa botafoguense,  não é que o Mengão ainda perdeu quatro gols?

Dois com o Guerrero, um com o Éverton e outro do próprio Vinícius, que deu um belo chute colocado e a bola, caprichosamente, bateu no travessão.

O Flamengo e o Vinícius mereciam melhor sorte. Essa vitória era necessária, pois só vencemos um jogo e empatamos três, neste Brasileirão.

Continuamos perdendo muitos gols este ano. Tá difícil resolver esse problema...

Estamos mal na tabela, mas vamos melhorar, com toda a certeza.

Mas nossa torcida precisa ter calma. Não adianta querer que um menino de 16 anos seja logo transformado em titular. Vai deixando ele no banco e colocando aos poucos.

Já perdemos uma infinidade de futuros craques (ou grandes jogadores) por causa disso. Ou alguém esquece de Marcelinho, Paulo Nunes, Djalminha, Marquinhos, Andrezinho, Negueba, Rafinha, Thomaz etc e tal? Se puxar um pouco mais pela memória, vamos lembrar de outros.

Otelo, falecido em 2006
Muitos deles fizeram sucesso e viraram ídolos vestindo outras camisas. Outros não.

Se bem que o Vinícius Júnior já está vendido mesmo para o Real Madrid. Ainda assim, devemos ter calma com ele.

Antes de terminar, voltando ao Otelo, queria deixar registrado que foi ele quem criou a expressão Manto Sagrado, para a camisa do Flamengo.